Páscoa – Pessach

03/30/2010 às 22:39 | Publicado em Igreja livre. | Deixe um comentário

A festa cristã da Páscoa tem origem na festa judaica, mas tem um significado diferente. Enquanto para o Judaísmo, Pessach representa a libertação do povo de Israel no Egito, no Cristianismo a Páscoa representa a morte e ressurreição de Cristo, assimilando também diversos elementos como alegóricos de morte e renascimento representados pela transição do inverno-primavera que ocorre neste período.

Afikoman -Afikoman refere-se à matzá escondida em Yachatz ,comida ao final da refeiçã (do hebraico פסח, ou seja, passagem), também conhecida como Páscoa judaica, é o nome do sacríficio executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a Festa dos Pães Ázimos (Chag haMatzot). Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Shemot (Êxodo).

Pessach

De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos, quando de acordo com a Torá, Deus enviou as Dez pragas do Egito sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do cordeiro, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos.

Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pão ázimo e ervas amargas (como o rábano, por exemplo). À meia-noite, um anjo enviado por Deus feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até mesmo os primogênitos da casa do Faraó. Então o Faraó, temendo ainda mais a Ira Divina, aceitou liberar o povo de Israel para adoração no deserto, o que levou ao Êxodo.

Como recordação desta liberação, e do castigo de Deus sobre Faraó foi instituído para todas as gerações o sacríficio de Pessach.

É importante notar que Pessach significa a passagem, porém a passagem do anjo da morte, e não a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho ou outra passagem qualquer, apesar do nome evocar vários simbolismos.

Um segundo Pessach era celebrado em 14 de Iyar,para que pessoas que na ocasião do primeiro Pessach estivessem impossibilitadas de ir ao Tabernáculo, fosse por motivos de impureza , ou por viagem .

É costume se estudar as leis referentes a Pessach trinta dias antes da festividade. Em Israel, é fornecida farinha e outras necessidades aos pobres para que nada lhes falte em Pessach. O dinheiro para estas necessidades é originado de um imposto à comunidade. Os primogênitos devem jejuar na véspera do Seder para relembrar a salvação dos primogênitos das pragas do Egito.As sinagogas costumam executar um Sium Massechet (término de estudo de uma Guemara) ,onde o primogênito que presencie o Sium não precise realizar o jejum. Os judeus caraítas defendem que a palavra Pessach seja utilizada apenas em referência ao sacríficio , e não à festividade de Chag haMatzot. Os judeus samaritanos ,que defendem a santidade do monte Gerizim continuam realizando os sacríficios pertinentes à Pessach até os dias de hoje. Como não é economicamente viável jogar fora vários chametz, como por exemplo bebidas alcoólicas derivadas de cerais e de alto valor, como whisky, existe uma forma tradicional de venda do chametz, a Shetar harshaá. cada geração cada ser humano deve se ver como se ele pessoalmente tivesse saído do Egito. Pois está escrito: “Você deverá contar aos seus filhos, neste dia, “D’us fez estes milagres para mim, quando eu saí do Egito…”

Esta é a ordem a ser seguida no Seder de Pessach:

- Alguns cânticos são entoados e têm-se o costume de finalizar o jantar com os votos de LeShaná HaBa’á B’Yerushalaim – “Ano que vem em Jerusalém” como afirmação de confiança na redenção final do povo judeu. – Salmos e cânticos são recitados. Bebe-se o quarto copo de vinho. – É recitada a benção após as refeições.Bebe-se o terceiro copo de vinho. – Aqui é comida a matzá que havia sido guardada.- É realizada a refeição festiva. – Faz-se um sanduíche com a matzá, maror e charosset. – São comidas as raízes fortes relembrando a escravidão e o sofrimento dos judeus no Egito.- O chefe da casa ergue os três pedaços de matzá e faz as bençãos das matzot .As matzot são partidas e distribuídas. – Segunda lavagem de mãos. – Conta-se a história do êxodo do Egito e sobre a instituição de Pessach.Inclui a recitação das “Quatro perguntas” e bebe-se o segundo copo de vinho. – A matzá é partida ao meio e embrulha-se o pedaço maior e separando-o de lado para o Afikoman . – Mergulha-se karpas (batata, ou outro vegetal), em água salgada. Recita-se a benção e a karpas é comida em lembrança às lágrimas do sofrimento do povo de Israel . – Lavagem de mãos. – Recitação do kidush e a ingestão do primeiro copo de vinho.

Kadesh (קדש – santificação)

 Urchatz (ורחץ – lavagem)

 Karpas (כרפס)

 Yachatz (יחץ – divisão da matzá)

 Maguid (מגיד – conto)

 Rachatzá (רחצה – lavagem)

 Motzi Matzá (מוציא מצה)

 Maror (מרור -raiz forte)

 Korech (כורך -sanduíche)

 Shulchan Orech (שולחן עורך)

 Tzafon (צפון – escondido)

 Barech (ברך – Bircat HaMazon)

 Halel (הלל -louvor)

 Nirtza (נירצה – ser aceito)

Shanná Pessach  – Boa Páscoa.

Prof. Elieser dos Anjos.

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